quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Presente adiado


Comprou o livro pensando nela. Foi à loja e escolheu a dedo: uma coletânea de crônicas da Clarice Lispector. Desembrulhou para ler, quis ocupar-se com as lembranças enquanto não se reviam... e nunca mais a presenteou.

Marcou páginas, decorou trechos. Criou pretextos para que se esbarrassem ocasionalmente nas linhas, se descobrissem em afinidades e infinitudes. Descobriu onde ela morava, preparou a surpresa, leu mais uma vez o prefácio e desistiu da ideia.

Um dia ainda escreveria parágrafo por parágrafo no corpo dela. Para ler todas as madrugadas antes de adormecerem juntos.

4 comentários:

i disse...

:,)

Alex Gruba disse...

escrever no corpo dela... lembro-me de Budapeste, do Chico Buarque.
e no filme, quem tem o corpo escrito é a Paola Oliveira. cena muito boa!
aliás, essa foto aí também, chama a atenção.

Gustavo Jaime disse...

Paola Oliveira... *sigh*

Pois é, caro amigo, no Budapeste há mesmo o lance de escrever no corpo da mulher. Não recordava, mas de alguma maneira isso ficou no meu subconsciente. Essa prática é formidável... (e a foto também!)

Mary Jo disse...

Budapeste.. amo esse filme. :) O cinema brasileiro é perfeito. Vi recentemente o Chico xavier e amei :)

Quanto ao texto amei Guh.. mesmo.. está perfeito. e a Foto é linda.

Beijos