domingo, 12 de dezembro de 2010

A lista de mulheres (Parte 2)


Na quarta noite, completamente paranóico, sem comer ou dormir direito, ligou e mandou e-mail aos amigos. Queria saber se alguém conhecia uma Emiko, uma Giulia, uma Hélène, uma Ingrid, uma Najiyah, uma Ofélia.

Finalmente, na quinta noite, resolveu espairecer. Foi ao bar da esquina, sentou-se ao balcão e pediu uma cerveja. Ela entrou minutos depois. Quando a viu, estremeceu. Perdeu a noção do tempo e do espaço. Era a mulher com quem ele sempre sonhou.

Disse olá sem perceber a própria ação. Ela sorriu. Ele perguntou seu nome. Ela respondeu. Era comum. Um nome banal, batido, que já constava na sua lista.

Tomou o resto da cerveja num gole só e saiu. Não trocaria por nada a única coisa que o tornava diferente do resto do mundo. Quanto mais por algo instável e pueril como o amor.