quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Pão e carne


“Onde se ganha o pão não se come a carne”. O conselho é sábio, mas ele deu de ombros. Podia ser de autoria do Papa, da Madre Teresa, do Gandhi. Não estava nem aí. Já vinha de olho na nova secretária há um bom tempo e aproveitaria a influência do seu cargo para impressionar a moça.

Na primeira chance que teve, ofereceu chocolates. Disse que tinha ganhado de um cliente, que sabia que ela se deliciaria mais com os doces que ele. Depois foram pequenos e discretos mimos: um pingente de prata, umas flores do campo, um perfume em saldo, um almoço, um jantar, uma entrada pro cinema.

Ele sempre se segurou. Controlou os impulsos com aquela moça de pernas compridas e seios firmes. Ela já não escondia a atração, confundia-se no ofício diante dos sinais de interesse. No último dia de serviço, o chefe convocou todos os empregados à sala de reuniões: mesa com salgados, bolo de coco e champanhe. No discurso de praxe, ele puxou-a pelas mãos.

Pegaram o elevador. Ofegantes. Ele arrancou-a a blusa, estourou dois botões, levantou a saia preta e baixou de uma só vez a calcinha de algodão. Beijou-a no pescoço pra senti-la estremecer. Enquanto o chefe anunciava cortes no pão, esbaldava-se com a carne no terraço da empresa.

Um comentário:

Alex Gruba disse...

óia, que selvageria!
Gustavo, já leste algo do Dalton Trevisan? vai daí pra pior... hehehe
abs.