sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O poeta é um vulnerável


No meio da aula de Metodologia, recebeu um bilhete livre:

― Será que todo poeta é vulnerável?

Dobrou a folha absorto na questão e meteu-a no bolso. Olhou pros lados. Ninguém. Sentiu a exposição na alma, como daquela vez no pátio do colégio, diante da bela garota da turma. Cinco minutos depois, outro papel. E a estrofe:

O poeta é frágil por essência
Escreve na cadência dos versos
Excessos de condições imersas
E pensa que disfarça ao mundo
O que lá no fundo guarda
Que nada!
Esconder é imponderável
O poeta é um vulnerável!

Nenhum comentário: