quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O selinho da discórdia


― Um cara me beijou ― ela contou ao namorado. ― Mas ele é gay.

Atribuiu o entendimento confuso à ligação ruim. “Repete”, ele pediu.

― É isso mesmo. Um cara me deu um selinho. Eu tava num bar bebendo com o pessoal e na despedida ele me beijou. Mas relaxa, porque ele é gay. Só não sabe ainda.

Aquela história fazia ainda menos sentido agora. Ela quis mudar de assunto, mas foi interrompida:

― Pera lá! Se ele é gay, por que que te beijou afinal?

― Foi um selinho. Ele veio e me deu um selinho! Me pegou desprevenida.

― Sei...

― Que homem despede de mulher com um selinho? Que eu saiba não há coisa mais gay que isso!

― Ah é? Se você tá falando...

4 comentários:

i disse...

esta conversa já sucedeu cmg lol

Bernardo disse...

Kkkkkkkkkkk

Flora disse...

ótimo!!!

Bípede Falante disse...

Selinho não é bem um beijo ou então é um beijo de nada, sei lá.