domingo, 26 de fevereiro de 2012

A conversa que antecede o gozo (Parte 4)


Maria escutou três leves toques na madeira. Aproximou-se da porta nas pontas do pé e afastou a cadeira, tentando parecer a mais natural possível. Pensei que estava dormindo, filha, respondeu seu pai ao ver o rosto da garota atrás da porta. Mas ouvi sua voz ao telefone e…, continuou. Maria mantinha todo seu corpo no interior do quarto e só a cabeça para fora. Procurava esconder a nudez. Voltou à cama mais branca que o habitual.

― Tudo bem?
― Nossa, que susto! Era meu pai dizendo que vai ao mercado. Perguntou se eu precisava de algo.
― Diz para ele trazer um vinho. Assim talvez você se solte mais ― Rubem começou a rir.
― Cala boca! ― ela respondeu com um sorriro alegre.
― Vou tirar a calça porque aqui faz um calor dos infernos.
― Você não perde a oportunidade, né? Vamos fazer mesmo? Tem certeza?
― Por que não? Já chegamos até aqui...
― Porque, bom, nunca o fiz.
― Mentira!
― Juro.
― Então deixa que te ajudo. Fica só de calcinha e sutiã.
― Quê?
― Só de calcinha e sutiã, mulher.
― Você já parece bem entusiasmado com a situação, ein?

Sem pressa, Maria desabotoou a calça e baixou o zíper. Rubem viu parte da roupa interior vermelha. O sangue corria mais rápido em suas veias. Seu coração acelerou. Os jeans deslizaram pela coxa, superaram joelho e canela e, ao chegar ao tornozelo, Maria tirou-os ao revés. Ajeitou a calcinha movendo sensualmente o quadril e sentou-se outra vez, cruzando as pernas numa postura de meditação.

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