terça-feira, 26 de março de 2013

Carta aberta ao risco - Parte I



Você não é muito de frequentar este espaço, eu sei. Talvez tenha entrado duas ou três vezes por cortesia. Sei que não faz o seu estilo. Mas, ainda assim, resolvi que tinha de escrever-lhe uma carta aberta, esta carta aberta, que expõe muito do que você já está cansada de saber – pois ultimamente não faltam e-mails, mensagens de Whatsapp e conversas por telefone sobre o tópico.

Vivemos a era das redes sociais que escancaram de maneira consentida a nossa intimidade. Uma carta aberta parece sem propósito. Mas não é. Escrevemos muito e, ainda assim, não escrevemos nada. É uma sensação que sempre divide a mesa comigo. Sentado diante da tela em branco do Toshiba, a única ideia em que este texto se apoia é um verbo reflexivo: arriscar-se.

Você experimentou poucos riscos nesta vida. Ou, desculpe a sinceridade, você não experimentou nenhum. Longe de mim dizer, com isso, que a existência tem de estar marcada pela adrenalina incessante, pelo extremismo do carpe diem, ser uma corda bamba sobre o abismo... Mas é preciso arriscar-se, em algum momento da nossa jornada, a situação nos demanda isso. 

(continua...)

Nenhum comentário: